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Intercâmbio traz estudantes estrangeiros ao CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu estudantes do último ano de Direito de universidades estrangeiras nesta terça-feira (10/10). Eles integram o programa de intercâmbio Teixeira de Freitas que o CNJ desenvolve em parceria com o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Universidade de Brasília (UnB). O programa traz, durante um semestre, alunos, docentes e pesquisadores de universidades de países pertencentes ao Mercosul e Associados ao Brasil. Nesta 16ª edição do projeto, participaram dois estudantes chilenos: María José León Varela e Matías Farid Lama Cartes, da Universidade Alberto Hurtado, da capital Santiago e uma estudante espanhola, Paula Molina Pulgarin, da Universidade Carlos III de Madri. Os estudantes conheceram as dependências do CNJ onde participaram de palestras sobre o funcionamento, as atribuições e atividades desenvolvidas pelo Conselho. Como participantes do intercâmbio, os estudantes têm a oportunidade de cursar disciplinas na graduação em Direito na UnB, participar de sessões plenárias e desenvolver estágios de conclusão de curso. Ao final da experiência, os alunos apresentam trabalhos acadêmicos elaborados durante o período. Para o estudante chileno, a experiência tem sido proveitosa, já que o intercâmbio e os conhecimentos jurídicos que está adquirindo no Brasil ajudam na formação profissional e ampliam horizontes. “Quando estamos em nosso país, conhecendo apenas o nosso sistema jurídico, ficamos com a mente fechada, aqui podemos ampliar conhecimentos”, disse Matías Farid Lama Cartes. Ele também comparou o sistema jurídico do Chile com o do Brasil. “O sistema brasileiro é muito diferente do nosso, tem mais instituições é muito estruturado”. A estudante María José León Varela disse que o estágio que está desenvolvendo no STF é uma grande experiência, que está aprendendo muito. “É uma oportunidade única. Seria muito complicado para mim fazer na Espanha um estágio como estou fazendo aqui”. Já a estudante espanhola Paula Molina Pulgarin destacou que no país dela, a diferença principal é a separação entre Supremo Tribunal e Tribunal Constitucional, assuntos que no Brasil estão sob a responsabilidade do STF. Desde o início do programa, em 2009, 71 estudantes participaram. Além do Chile (34) e da Argentina (20), os alunos vieram do Paraguai (7), Espanha (3), Equador (2), Bélgica (1), Estados Unidos (1), Inglaterra (1), Portugal (1) e Uruguai (1). Rivadavia Severo Da Agência CNJ de Notícias
10/10/2017 (00:00)
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